
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O Planalto até tentou, mas não conseguiu evitar que o relatório do PL Antifacção proposto pelo deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), secretário licenciado de Segurança de São Paulo, fosse aprovado com larga maioria na Câmara nesta terça-feira. O texto recebeu 370 votos a favor e apenas 110 contra, expondo, uma vez mais, a fragilidade do governo no Congresso. O texto prevê durabilidade de penas, criação de novos tipos de penas, ampliação dos poderes de investigação e regras especiais para líderes de facções. O PT votou contra o parecer, acusando o relator de politização. (g1)
O governo teve uma pequena vitória em meio a uma derrota acachapante. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou de ofício uma proposta do bolsonarismo de equiparar facções criminosas ao terrorismo . Deputados e governadores de oposição vieram com instruções para que a equiparação fosse feita, uma ideia rejeitada radicalmente pelo governo. (Folha)
Confira como votou cada deputado . (Poder360)
Em um sinal de que a Câmara partiria para o confronto, Derrite cancelou uma reunião marcada para a manhã com os ministros da Justiça, Ricardo Lewandowski, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, para discutir seu relatório. (UOL)
E o presidente do Senado , Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já escolheu o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para relatar o projeto na Casa. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Sérgio Moro (União Brasil-PR) pleiteavam o posto, mas Alcolumbre escolheu Vieira, não alinhado diretamente com governo ou oposição, para evitar “contaminação política” do projeto. (Folha)
Vera Magalhães: “A votação do PL Antifacção e a terceira operação da Polícia Federal em poucos meses com reflexos na classe política selam os subsídios litigiosos entre o governo Lula e uma parcela poderosa do Centrão” (Globo)