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STF mantém Bolsonaro preso e filhos articulam fato


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Fotos: Antônio Augusto/STF e Sergio Lima/AFP

Os argumentos de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou retirar a tornozeleira eletrônica por conta de um surto causado por medicamentos não convenceram a Primeira Turma do STF. Por unanimidade os ministros confirmaram a decisão de Alexandre de Moraes de prender Bolsonaro preventivamente. Com isso, os bolsonaristas decidiram ir para tudo ou nada no Congresso. A estratégia foi definida em uma reunião entre Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente: os vereadores Carlos (Republicanos-RJ), Jair Renan (PL-SC) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e parlamentares do partido. Flávio afirmou que a prioridade absoluta agora é fazer o projeto avançar na Câmara. Segundo ele, a oposição só trabalha com a aprovação da anistia e não aceitará negociar dosimetria das penas. "Nosso compromisso é com a anistia. O texto final vai a voto", disse. (Folha)    

Meio  em vídeo.  Em entrevista a Giullia Chechia, Carlos Bolsonaro reafirmou a tese de que seu pai sofreu um surto ao tentar violar a tornozeleira eletrônica. "Vocês mesmos da imprensa disseram que o presidente Bolsonaro não estava numa situação normal. Se ele realmente queria fugir, iria na correia [da tornozeleira], não na caixa", disse. (Instagram)  

Já a defesa  de Bolsonaro partiu para uma estratégia arriscada, como conta Fausto Macedo. Os advogados não apresentaram novos embargos de declaração, que discutiram pontos do acórdão e cujo prazo terminou à meia-noite de ontem. Em vez disso, deverão entrar com embargos infringentes, que questionam a própria específica. O problema é que os tribunais do STF é de não aceitar esse tipo de recurso, o que permitiria a declaração de trânsito em julgado ainda hoje e a transformação da prisão preventiva em definitiva. (Estadão)  

No terceiro dia  preso na Superintendência da PF em Brasília, Jair Bolsonaro parece começar a criar uma rotina . Na manhã desta segunda-feira, ele tomou sol no pátio interno, de bermuda e chinelo, sob supervisão de um policial. Chegou a conversar com o agente até a chuva encerrar o momento. Bolsonaro tem recusado as refeições da PF e adotado um cardápio mais leve, com alimentos trazidos por familiares. (Globo) 

A prisão de  Bolsonaro não mudou o cenário político . Segundo dados da AP Exata, Lula e Bolsonaro seguem como polos opostos e iguais: ambos têm 66% de menções negativas e concentram cerca de 35% do volume das redes. A confiança nos dois também é idêntica, aparecendo em apenas 13% das postagens. Esse faz equilíbrio com que crises envolvem um acabem desgastando o outro, repetindo a lógica de 2022. O episódio da tornozeleira eletrônica confirma isso: apesar do potencial de gerar um grande impacto político, a explicação médica ganhou força, minimizando a leitura de tentativa de fuga e transformando o caso em mais um impacto momentâneo. (Estadão) 

Mesmo com  a prisão de Bolsonaro, uma semana não começou nada bem para o governo no Congresso. No Senado, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga aberta no STF não foi bem recebida. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), respondeu com frieza à carta publicada por Messias com elogios ao senador. Segundo Alcolumbre, o Senado cumprirá sua missão e votará a indicação “no momento oportuno”. Mais tarde, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), descobriu que há muita tensão na Casa e que a votação sobre o nome da AGU para o STF pode ficar apenas para o ano que vem . (g1) Já na Câmara , azedou de vez a relação entre o líder do PT, deputado Lindbergh Farias, e o presidente da Casa, Hugo Motta. Motta afirmou não querer “n enhum tipo de relação ” com Lindbergh, que, segundo ele, era como se fosse líder do governo. Farias rebateu chamando Motta de “imaturo”. (CNN Brasil)     

  

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