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PF mira esquema bilionário no Rio: 6ª fase da Operação Unha

PF mira esquema bilionário no Rio: 6ª fase da Operação Unha e Carne cumpre mandados contra ex-prefeito e delegado

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma suposta rede de lavagem de dinheiro ligada a grupos criminosos com atuação no Estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o esquema teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por meio de uma rede de postos de combustíveis.

Cumprimento de mandados em 5 cidades

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas investigadas.

Alvos incluem ex-prefeito e ex-secretário da Polícia Civil

Entre os alvos das buscas estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil. A operação apura possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas.

A operação faz parte das medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal para aprofundar as investigações sobre possíveis vínculos entre agentes públicos e facções criminosas no Estado do Rio de Janeiro.

Como começou a investigação

As investigações tiveram início após um relatório de inteligência financeira apontar movimentações consideradas atípicas. De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e outros crimes que possam ser identificados durante o andamento das apurações.

Por que postos de combustíveis?

Postos de gasolina são historicamente usados para lavagem de dinheiro por três motivos: 1) Alto volume de dinheiro em espécie dificulta o rastreio; 2) Facilidade de emitir notas frias para simular faturamento; 3) Possibilidade de superfaturar compras de fornecedores ligados ao esquema. A ANP já alertou sobre o uso do setor por facções nos últimos anos.

Quando o dinheiro do crime entra no sistema, o impacto pode atingir toda a sociedade.
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