A política em Campos dos Goytacazes entra em ebulição com os rumores de que o prefeito Wladimir Garotinho (União Brasil) pode deixar a carga para disputar vaga na Assembleia Legislativa em 2026, abrindo caminho para o vice-prefeito Frederico Paes (Republicanos) assumir o Paço de São Francisco. Não é mera troca de cadeiras: em meio a um orçamento de R$ 2,8 bilhões para 2026, contratos bilionários em obras como o saneamento da Baixada Campista e pressão na saúde pública, uma transição testa a capacidade de manter a governabilidade em uma cidade marcada por polarizações históricas.
Frederico Paes, engenheiro de 45 anos e ex-secretário de Obras na gestão anterior, herdou um cenário complexo. Eleito vice em 2020 com 52% dos votos na chapa de Wladimir, Paes é visto como articulador pragmático, com bom trânsito na Câmara Municipal – onde o governo tem 18 dos 25 vereadores aliados. Mas o desafio imediato é dobrado:
Principais testes para o vice-prefeito:
Unidade da base política : Evitar debandada de aliados garotinhistas, negociando cargas e emendas com grupos como PTB e PSD.
Gestão operacional : Acelerar obras paradas, como a duplicação da RJ-224 e o hospital regional de Guarus, sob risco de judicialização.
Áreas críticas : Resolver filas na UPA de Travessão, déficit de 500 vagas em creches e gerar 5 mil empregos via polo petroquímico.
Relação com servidores : Evitar greves com reajuste salarial de 6,5% previsto e plano de carreira para guardas municipais.
O fator eleitoral pesa: um prefeito em exercício ganha máquina pública e visibilidade, mas é cobrado na hora. Dados do IBGE mostram desemprego em 12% e IDH estagnado em 0,735 – Paes precisará entregar resultados rápidos para se viabilizar em 2028 ou se aliar a pré-candidatos como o deputado Hugo Leal (PSD) ou o ex-prefeito Alexandre Moca (PP). Se houver paralisações, opositores como Fábio Soares (SD) e Marcão Gomes (PSOL) capitalizam o desgaste.
Cenários para 2026 e além:
Otimista : Paes consolida legado, aprova LOA 2026 e vira nome forte para reeleição.
Desafiador : Crises na saúde ou Câmara rachada abrem brecha para intervenções judiciais.
Bastidores : Fontes ligadas ao Palácio Guanabara indicam que Wladimir mira Alerj para fortalecer o clã, mas só sai com aval de Clarissa Garotinho.
Em Campos, a sucessão nunca é automática – é prova de fogo em política de articulação, entrega e sobrevivência. A cidade, berço de lideranças como a família Garotinho, espera estabilidade em tempos de pré-campanha.
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